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Por mil blusas por dia

Sobre a obra
- Por Serena Ballista
- Ilustrado por Sonia Maria Luce Possentini
- Traduzido por Luciana Baraldi
Era 25 de março de 1911, quando 129 operárias foram devoradas pelo incêndio deflagrado na Triangle Shirtwaist Factory, em Nova York. O enorme choque causado pelo mais devastador incêndio em uma fábrica da América do Norte forçou uma mudança de rumo na história, que, no entanto — e é essencial dizer isso —, já vinha se encaminhando, decisivamente e há algum tempo, para o reconhecimento progressivo dos direitos das trabalhadoras. O incêndio da Triangle constituiu a oportunidade de a história dar um passo adiante em direção ao Dia Internacional da Mulher.

Conheça as autoras de Por mil blusas por dia

Serena Ballista nasceu em Modena (Itália), em 1985. Escritora de obras que unem literatura, educação e reflexão social, destaca-se por sua contribuição à cultura e ao feminismo contemporâneo italiano. Atuou como conselheira municipal em Bastiglia (2009–2014), com foco em igualdade de oportunidades, e desde 2014 preside a UDI Modena, desenvolvendo projetos educativos contra a violência de gênero.

Sonia Maria Luce Possentini, premiada ilustradora e pintora italiana, une poesia visual e narrativa sensível em obras que celebram infância, memória e natureza. Em 2018, foi reconhecida como melhor ilustradora com o Prêmio Hans Christian Andersen e nomeada com o título de Mestre de Arte e Ofício.
Luciana Baraldi é mestra em Letras (Língua, Literatura e Cultura Italianas) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Atua na área editorial, com produção de livros didáticos e literários, e como professora de italiano.
No dia 25 de março de 1911, um trágico incêndio na Triangle Shirtwaist Factory, em Nova York, ceifou a vida de 129 operárias, muitas delas imigrantes italianas. Por mil blusas por dia dá voz a uma testemunha singular e inusitada: uma das blusas shirtwaist fabricadas naquela oficina de costura. É por meio da sua memória têxtil, ilustrada com belíssimas imagens, que revivemos as esperanças e os sonhos das jovens trabalhadoras, retratadas como “cometas ardentes” que se lançaram das janelas do edifício em chamas.
A narrativa poética e comovente acompanha a coragem de figuras reais, como as ativistas Rose Schneiderman e Rose Rosenfeld Friedman, que lideraram a histórica greve das “vinte mil” operárias, reivindicando não apenas “o pão” (melhores condições de trabalho e salários), mas também “as rosas” (direitos, beleza e dignidade). O livro desfaz o mito de que a origem do 8 de março estaria nesse incêndio, mostrando como a data é fruto de décadas de luta feminista e sindical, da qual a tragédia foi um catalisador trágico, mas não a origem.
A edição original da obra foi reconhecida internacionalmente, tendo recebido o Prêmio Bologna Ragazzi, um dos mais importantes do mundo na literatura infantil e juvenil.
Mais do que um relato histórico, esta é uma reflexão atemporal sobre a luta pelos direitos das mulheres, a segurança no trabalho e a resistência contra a exploração. Uma obra essencial que registra a história, homenageia as vítimas do passado e inspira as lutas do presente, lembrando-nos de que a busca por uma sociedade mais justa e equitativa é um caminho que deve continuar a ser percorrido.

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