Falares da língua portuguesa e preconceito linguístico
Quantidade de aulas: 10
Organização da sequência:
- Parte 1 – Furando a bolha regional
- Parte 2 – Literatura regional
- Parte 3 – Combatendo preconceito linguístico
Pergunta norteadora | Existe jeito certo de falar a língua portuguesa? |
Temas | Variedades linguísticas e preconceito linguístico. |
Público-alvo | Estudantes do 1º ano do Ensino Médio. |
Objetivos de aprendizagem | ● Reconhecer a diversidade linguística do português falado no Brasil, identificando marcas regionais na fala e na escrita. |
Objetos do conhecimento | ● Variações linguísticas: diatópica, diastrática, diacrônicas. |
BNCC (EM) – Linguagens e suas Tecnologias | |
Competências | 1, 2, 3, 4, 5 |
Habilidades | (EM13LGG101); (EM13LGG102); (EM13LGG103); (EM13LGG201); (EM13LGG203); (EM13LGG204); (EM13LGG301); (EM13LGG302); (EM13LGG303); (EM13LGG304); (EM13LGG305);( EM13LGG401); (EM13LGG601); (EM13LP09); (EM13LP10) |
FURANDO A BOLHA REGIONAL
Quantidade de aulas: 4
Referência: Entre Saberes Língua Portuguesa 1º ano – Unidade 2 Linguagem e diversidade, Seção 3 (p.105-111); Unidade 4 Projeto colonial português, Seção 4 (p.226)
Material necessário
- Textos literários e/ou jornalísticos da região local.
- Dispositivos eletrônicos com acesso à internet (para pesquisa).
- Equipamento para projeção e exibição de tela.
Preparação
- Selecionar previamente textos com linguagem marcada pela variedade regional local (literatura, crônicas, entrevistas etc.).
- Garantir acesso a internet ou dispositivos para os momentos de pesquisa.
- Familiarizar-se com o site oficial do Museu da Língua Portuguesa.
Livros/sites sugeridos
- Site do Museu da Língua Portuguesa
- Livro Preconceito linguístico, de Marcos Bagno
- Coletânea de crônicas e contos regionais (por exemplo, autores como Ariano Suassuna, Luís Fernando Verissimo, Conceição Evaristo)
- Dicionários e glossários regionais disponíveis online
- Expressões populares – Cada região do país tem suas palavras especiais — Turminha do MPF
Organização da sala
- Aula 1: em círculo ou duplas para leitura compartilhada e discussão.
- Aulas 2 e 3: em grupos (cada grupo com uma região do Brasil).
- Aula 4: em grupos pequenos para discussão inicial; roda de conversa coletiva ao final.
Sequência Didática
Aula 1
- Inicie a aula lendo o(s) texto(s) com traços da variedade local (literário ou jornalístico). Isso pode ser feito com projeção ou com cópias impressas individuais ou para duplas.
- Após a primeira leitura, conduza a marcação de palavras/expressões típicas.
- Conduza uma dinâmica de entendimento das palavras e expressões por meio de conhecimento prévio e/ou dedução pelo contexto. Deixe para indicar eventuais correções apenas no final. Em seguida, faça ou peça a um aluno para fazer uma nova leitura do texto.
- Apresente brevemente a ideia de variação linguística e seus tipos: diatópica (regional), diastrática (social) e diacrônica (histórica).
- Finalize a aula com um levantamento sobre palavras e expressões de outros lugares do Brasil que a turma conhece. Anote-as no quadro, separando-as por região, indicando que nas próximas aulas cada grupo conhecerá os “falares” de outras regiões.
Aulas 2 e 3
PESQUISA (Aula 2)
- Divida a turma em grupos, cada um responsável por uma região brasileira: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
- Cada grupo deve pesquisar expressões típicas da sua região atribuída: palavras, ditados, gírias, modos de dizer.
- Oriente-os para que escolham entre 5 e 10 expressões e registrem o significado e, se possível, o contexto de uso.
- Incentive o uso de vídeos, dicionários regionais e entrevistas com familiares ou conhecidos de outras regiões.
PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO (Aula 3)
- Cada grupo transforma sua pesquisa em um quiz gameficado (ex: múltipla escolha, “qual é o significado?”, “complete a frase”, “essa palavra é de onde?”).
- Os quizzes podem ser feitos em cartazes, slides ou aplicativos interativos (como Kahoot ou Google Formulários).
- Os grupos se apresentam para os colegas, que participam respondendo e descobrindo curiosidades sobre as falas de cada canto do país. Outra opção é a construção de um mapa interativo com as descobertas, conforme proposto na Unidade 4 – Projeto colonial português, Seção 3, p.226.
- Ao final da aula, organize uma votação: qual expressão foi a mais curiosa, difícil, bonita?
Aula 4
- Apresente o Museu da Língua Portuguesa por meio do site ou de um vídeo curto institucional.
- Após conhecer parte do museu, proponha a reflexão: “Por que é importante valorizar os regionalismos na língua?”
- Divida a turma em pequenos grupos com a seguinte tarefa: pensar em formas de divulgar os regionalismos, como:
- Vídeos no estilo TikTok ensinando expressões regionais
- Podcasts com entrevistas sobre a fala local
- Campanhas nas redes sociais
- Criação de um “dicionário da sala” com contribuições dos estudantes
- Cada grupo apresenta rapidamente suas propostas.
- Finalize com uma roda de conversa: o que aprendemos sobre o Brasil através da linguagem? Como podemos combater o preconceito linguístico?
LITERATURA REGIONAL
Quantidade de aulas: 4
Referência: Entre Saberes Língua Portuguesa 1º ano – Unidade 2 Linguagem e diversidade, Seção 3, p.113-116.
Material necessário
- Trechos ou contos curtos de autores regionais impressos ou digitais.
- Livros de autores regionais de todo o Brasil.
- Acesso à internet e/ou materiais impressos para pesquisa.
- Cadernos, cartolinas, canetas coloridas ou slides digitais.
- Computador e projetor ou outro meio de exibição.
OBS.: A aula pode ser adaptada para trabalhar com músicas, em vez de textos literários.
Preparação
- Selecionar previamente trechos literários representativos de autores de diferentes regiões (ex: Ariano Suassuna, João Simões Lopes Neto, Jorge Amado, Cora Coralina, Raduan Nassar, entre outros).
- Preparar uma apresentação inicial com informações básicas sobre o conceito de regionalismo na literatura brasileira.
- Organizar a sala em grupos e definir regras de escolha para evitar repetições excessivas de autores.
- Criar um roteiro de pesquisa orientada para guiar os alunos.
Livros/sites sugeridos
- Antologias de contos brasileiros por região
- Dicionário de termos regionais
- Sites como:
- www.dominiopublico.gov.br
- www.academia.org.br
- Blogs e canais de literatura regional.
Organização da sala
- Aula 1: em semicírculo ou grupos para leitura e discussão coletiva.
- Aulas 2 e 3: em grupos, com disposição flexível para pesquisa e produção.
- Aula 4: organização frontal com espaço para apresentações orais.
Sequência didática
Aula 1
- Inicie a aula apresentando brevemente autores de diferentes regiões do Brasil, por exemplo:
- Nordeste: Ariano Suassuna, Rachel de Queiroz
- Sul: Dalton Trevisan, Érico Veríssimo
- Norte: Inglês de Souza, Thiago de Mello
- Sudeste: Guimarães Rosa, Raduan Nassar
- Centro-Oeste: Cora Coralina, Manoel de Barros
- Distribua trechos curtos (“degustações literárias”) desses autores, eliciando impressões e opiniões a respeito. Permita que os alunos troquem de texto, até todos terem lido algo de todas as regiões. Se julgar pertinente, você pode usar textos que estão nas atividades da Unidade 2 – Linguagem e diversidade, Seção 3, p.113-116.
- Explique brevemente o conceito de regionalismo literário, contextualizando sua importância para a valorização cultural do país.
- Distribua a sala em grupos, em que cada um escolhe um autor que deseja estudar e apresenta rapidamente o motivo da escolha.
Aula 2
- Apresente um roteiro de pesquisa com perguntas obrigatórias:
- Quem foi o autor? Quando e onde viveu?
- Quais são as principais obras?
- Qual o contexto social e cultural em que escreveu?
- Quais elementos regionais aparecem com frequência nas suas obras (linguagem, cenário, personagens, costumes)?
- Que tipo de linguagem o autor utiliza (oralidade, formalidade, expressões locais)?
- Oriente os alunos a organizarem suas informações com clareza e a salvarem imagens, citações ou curiosidades relevantes.
- Recomende o uso de fontes confiáveis e oriente como fazer referências simples.
Aula 3
- Com base na pesquisa, cada grupo deverá construir uma apresentação criativa com o foco em:
- Traços regionais na obra do autor (espaço, fala dos personagens, temas, valores culturais)
- Um ou mais trechos que ilustrem essas características
- As apresentações podem ser em formato de:
- Slides com imagens, mapas, falas e trechos literários
- Cartazes e murais ilustrados
- Peça curta ou leitura dramatizada
- Podcast ou vídeo breve (se houver recursos)
- Acompanhe e dê feedback durante a produção, incentivando clareza, originalidade e respeito ao tempo de apresentação.
Aula 4
- Organize as apresentações dos grupos. Incentive cada grupo a ler um trecho da obra escolhida e comente sua relevância.
- Os colegas podem fazer perguntas ou comentários ao final de cada exposição.
- Durante as apresentações, você pode preencher uma ficha de observação com critérios como: clareza, domínio do conteúdo, criatividade, participação do grupo e pertinência dos trechos escolhidos.
- Ao final da aula, conduza uma roda de conversa:
- O que aprendemos sobre o Brasil por meio dessas leituras?
- Quais semelhanças e diferenças entre as obras regionais?
- Por que é importante que diferentes vozes e regiões estejam presentes na literatura?
COMBATENDO O PRECONCEITO LINGUÍSTICO
Quantidade de aulas: 2
Referência: Entre Saberes Língua Portuguesa 1º ano – Unidade 2 Linguagem e diversidade, Seção 3 (p.112-113); Unidade 4 Projeto colonial português, Seção 3 (p.214, 215).
Material necessário
- Cópias da crônica selecionada.
- Quadro, pincel e cartolina (ou computadores/celulares, se digital).
- Caderno para anotações.
- Roteiro de discussão para os grupos.
Preparação
- Selecionar uma crônica acessível e representativa sobre preconceito linguístico (ex.: A língua de Eulália, de Marcos Bagno, ou uma crônica do Gregório Duvivier ou do Fabrício Carpinejar que trate do tema).
- Revisar com a turma os conceitos já trabalhados em aulas anteriores (como variações linguísticas e regionalismos).
- Organizar perguntas disparadoras para os grupos da Aula 2.
Livros/sites sugeridos
- BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz
- A língua de Eulália, de Marcos Bagno
- Crônicas de colunistas como Gregório Duvivier (Folha de S.Paulo) e Fabrício Carpinejar
- Preconceito de linguagem… | Crônicas | Portal da Crônica Brasileira
- Crônica da Cidade
Organização da sala
- Aula 1: leitura coletiva com debate em semicírculo.
Aula 2: pequenos grupos com espaço para movimentação e roda de conversa ao final.
Aula 1
- Comece retomando as aulas anteriores sobre variação linguística e literatura regional.
- Proponha a pergunta: “Alguém já foi corrigido de forma constrangedora por falar de um jeito diferente?”
- Apresente a crônica escolhida e realize a leitura coletiva (pode ser em voz alta, intercalando leitores). Você pode usar também o texto de Marcelino Freire e as atividades de análise que estão na Unidade 4 – Projeto colonial português, Seção 3, p.214, 215.
- Conduza uma breve interpretação coletiva sobre o sentido geral do texto, esclarecendo eventuais dúvidas de vocabulário.
- Após a leitura, conduza uma reflexão, em voz alta, com os alunos sobre preconceito linguístico.
- Relacione a reflexão com as experiências dos alunos e com conteúdos já vistos (expressões regionais, variações de fala, valor da linguagem popular).
- Finalize com uma pergunta para pensar até a próxima aula: “O que podemos fazer, no nosso cotidiano, para combater o preconceito linguístico?”.
Aula 2
- Divida a turma em grupos de 4 a 6 alunos.
- Distribua o seguinte roteiro de discussão:
- Já presenciamos ou vivemos situações de preconceito linguístico?
- Que tipos de falas costumam ser discriminadas?
- Por que isso acontece?
- O que poderíamos fazer para combater esse tipo de preconceito na escola, na internet e na sociedade?
- Os grupos devem anotar estratégias práticas de combate ao preconceito linguístico.
- Após o tempo de discussão, cada grupo apresenta suas ideias brevemente.
- No quadro ou em cartaz, organize as propostas em categorias (ex: escola, redes sociais, meios de comunicação, atitudes cotidianas).
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