Obras literárias em língua portuguesa
Quantidade de aulas: 5
Organização da sequência:
- Parte 1 – Análise de obras literárias em língua portuguesa.
- Parte 2 – Representatividade indígena e afro-brasileira.
- Parte 3 – Aplicações literárias em período composto.
Pergunta norteadora | De que maneira a literatura expressa a identidade e a diversidade de um povo? |
Temas | Literaturas de língua portuguesa. |
Público-alvo | Estudantes do 3º ano do Ensino Médio. |
Objetivos de aprendizagem | ● Reconhecer semelhanças e diferenças em obras literárias brasileiras e africanas de língua portuguesa. ● Identificar os cânones emergentes como importantes representantes de literaturas regionais. ● Refletir sobre a representatividade das literaturas regionais emergentes e sua ausência nas pautas nacionais. ● Desenvolver leitura crítica acerca dos gêneros literários de língua portuguesa. ● Analisar criticamente os textos literários provenientes de diferentes culturas. |
Objetos do conhecimento | ● Leitura e interpretação de textos. ● Análise de vocabulários regionais. ● Aplicação conceitual da língua portuguesa. |
BNCC (EM) – Linguagens e suas Tecnologias | |
Competências | 1, 2, 3, 4, 6, 7 |
Habilidades | (EM13LGG101);(EM13LGG201); (EM13LGG301); (EM13LGG302); (EM13LGG303); (EM13LGG401); (EM13LGG402); (EM13LGG601); (EM13LGG602); (EM13LGG604); (EM13LGG703); (EM13LGG704); (EM13LP01); (EM13LP03); (EM13LP07); (EM13LP08); (EM13LP09); (EM13LP10); (EM13LP15); (EM13LP46); (EM13LP48); (EM13LP49); (EM13LP50); (EM13LP51); (EM13LP52). |
ANÁLISE DE OBRAS LITERÁRIAS EM LÍNGUA PORTUGUESA
Quantidade de aulas: 3
Referência: Entre Saberes Língua Portuguesa 3º ano – Unidade 3 Conexões literárias, Seção 1 (p.144-159), Seção 2 (p.160-172), Seção 3 (p.173-182).
Material necessário
- Textos literários e trechos de obras literárias.
- Lousa e giz.
- Dispositivos eletrônicos com acesso à internet (celular, tablete).
- Material para anotações e desenvolvimento escrito.
Preparação
- Selecionar previamente textos ou trechos de obras literárias que retratem a realidade ou vivência de seus escritores ou protagonistas.
- Selecionar textos a partir de sites confiáveis e verificados que apresentem referências a obras literárias.
- Garantir acesso a internet ou dispositivos para os momentos de pesquisa.
- Material para anotação.
Sugestão de sites, escritores e obras:
- Dicionários e glossários disponíveis online.
- https://revistas.usp.br/linguaeliteratura/article/download/113970/111816/206696
- https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/51876/1/2019_art_rbklein.pdf
- Escritores africanos de língua portuguesa e obras:
- Mia Couto – Terra Sonâmbula.
- José Craveirinha – poesia – Xigubo.
- Paulina Chiziane – Balada de amor ao vento.
- Pepetela (Artur Carlos Pestana) – Mayombe.
- Ondjaki – Os transparentes.
- Orlanda Amarílis – contos – Cais-do-Sodré té Salamansa.
- Conceição Lima – poesia – A dolorosa raiz do Micondó.
- Alda Espírito Santo – É nosso o solo sagrado da Terra.
- Abdulai Silá – Eterna paixão.
- Escritores portugueses e obras:
- Padre Antônio Vieira – Sermão de Santo Antônio aos Peixes.
- Eça de Queiroz – A cidade e as serras.
- Fernando Pessoa – Mensagem.
- José Saramago – Levantado do chão.
- Valter Hugo Mãe – O filho de mil homens.
- Escritores brasileiros e obras:
- Conceição Evaristo – Olhos d’água.
- Itamar Vieira Junior – Torto arado.
- Natalia Timerman – Rachaduras.
- Luís Ruffato – Inferno provisório.
- Milton Hatoum – Relato de um certo Oriente.
- Ariano Suassuna – A pedra do reino.
- Socorro Acioli – Ela tem olhos de céu.
- Julia Lopes de Almeida – Memórias de Marta.
- Ana Maria Gonçalves – Um defeito de cor.
- Jeferson Tenório – O avesso da pele.
- Escritores indígenas brasileiros e obras:
- Daniel Munduruku – Meu avô Apolinário: um mergulho no rio da (minha) memória.
- Ailton Krenak – Ideias para adiar o fim do mundo.
- Eliane Potiguara – A cura da terra.
- Olívio Jekupé – O guerreiro Maíra e outras histórias indígenas.
- Graça Graúna – Canto mestizo.
Organização da sala
- Aula 1: em grupos para análise de textos e trechos de obras diversos.
- Aula 2: em grupos para registro das conclusões da aula anterior.
- Aula 3: roda de conversa coletiva.
Sequência Didática
Aula 1
- Inicie a aula com a seguinte pergunta: “Quais escritores que escrevem em língua portuguesa vocês conhecem?”. Reserve um tempo para as respostas. É possível que estudantes leitores relatem alguns escritores clássicos e contemporâneos mais conhecidos por obras recém-publicadas, que ganharam espaço nas mídias. Questione em seguida se eles sabem qual o país de origem desses escritores. É comum que, nesse momento, alguns digam que são todos brasileiros ou portugueses, desconhecendo que alguns deles são originários de países africanos de língua portuguesa. Nesse momento, caso algum desses escritores tenha sido mencionado, faça as devidas correções. Caso não tenham sido mencionados, cite alguns dos mais conhecidos.
- Em seguida, organize os estudantes em grupos para que possam realizar análises de trechos ou de obras, principalmente que retratem a realidade local descrita por alguns escritores. Os trechos separados previamente deverão ser impressos e distribuídos entre os grupos.
Sugestão de trechos que podem ser selecionados:
A terra estava estorricada. O sol queimava sem piedade, e os caminhantes avançavam devagar, procurando sombra nos juazeiros ralos. Baleia acompanhava-os, com a língua de fora. A vida era dura, a fome apertava. (Vidas secas, de Graciliano Ramos)
A terra esturricada não produzia nada. O gado magro, cambaleante, buscava pasto onde só havia cinza. E o povo, faminto, caminhava pelas estradas, atrás de um destino incerto. (O quinze, de Rachel de Queiroz)
A estrada parecia não ter fim, coberta de pó e silêncio. As árvores, secas, estendiam braços esquálidos para o céu. E o povo seguia, carregando sonhos e dores, como se o chão fosse um livro onde se escrevia a sua vida. (Terra sonâmbula, de Mia Couto)
A floresta era densa e viva, cheia de mistérios. Cada árvore parecia guardar a memória dos que ali lutavam. A natureza era companheira e testemunha da guerra, respirava junto com os homens. (Mayombe, de Pepetela)
- Oriente os estudantes a observarem o que se verifica nos trechos expostos, como a descrição de paisagens, ambientes, situações de conflito, sofrimento pessoal ou coletivo, memórias, miséria, entre outros e como os personagens se inserem nesse espaço, como narradores, protagonistas, relatos de memória etc. Em seguida, peça-lhes que diferenciem ou mencionem semelhanças nas descrições dos ambientes.
- Oriente-os a analisarem também as diferenças no vocabulário das obras de países ou representantes diferentes (africanos, portugueses, negros, indígenas, afro-brasileiros).
- Solicite-lhes que registrem as informações coletadas e tragam na próxima aula. Eles deverão utilizá-las na atividade da aula seguinte.
Aula 2
- Inicie a aula relembrando a aula anterior. Permita que os próprios estudantes exponham o que foi estudado e pesquisado.
- Organize novamente a turma em grupos, de preferência os mesmos grupos anteriores. Oriente-os a apresentarem os registros feitos na aula anterior e, a partir deles, formularem uma tabela ou um gráfico que retrate as diferenças e semelhanças nas literaturas observadas em grupos de diferentes origem, cultura e nacionalidade.
- Ao final da aula, cada grupo deverá apresentar suas conclusões para os demais estudantes. Os gráficos poderão ser expostos em um mural na sala de aula.
Aula 3
- Inicie relembrando as aulas anteriores e apresentando os gráficos e as tabelas elaborados pelos grupos.
- Em seguida, organize a sala em forma de debate ou roda de conversa, de preferência de modo que todos se ver. Para dinamizar o debate, utilize as seguintes perguntas: “De que modo o regionalismo pode conectar ou separar diferentes culturas?”; “Como podemos aprender sobre identidade e diversidade cultural a partir dessas leituras?”.
- Ao final do debate, conclua reforçando a necessidade de leitura como ferramenta de conhecimento e formação de opinião crítica. Destaque que, ao ler diferentes obras e autores, ampliamos nossa visão de mundo, compreendemos melhor a realidade em que vivemos e exercitamos a empatia ao entrar em contato com outras vozes, culturas e experiências. Incentive os estudantes a buscarem novas leituras, não apenas por obrigatoriedade, mas como hábito transformador da maneira de pensar, agir e participar da sociedade.
REPRESENTATIVIDADE INDÍGENA E AFRO-BRASILEIRA
Quantidade de aulas: 1
Referência: Entre Saberes Língua Portuguesa 3º ano – Unidade 3 Conexões literárias, Seção 1 (p.144-159), Seção 2 (p.160-172), Seção 3 (p.173-182).
Material necessário
- Textos literários e trechos de obras literárias.
- Dispositivos eletrônicos (celular, tablete) com acesso à internet.
- Material para anotações e desenvolvimento escrito.
Preparação
- Selecionar previamente textos ou trechos de obras literárias que retratem a realidade ou vivência de seus escritores ou protagonistas.
- Selecionar textos a partir de sites confiáveis e verificados que apresentem referências a obras literárias.
- Garantir acesso à internet ou dispositivos (celular, tablete) para os momentos de pesquisa.
Sugestão de sites, escritores e obras:
- Dicionários e glossários disponíveis online.
- https://revistas.usp.br/linguaeliteratura/article/download/113970/111816/206696
- https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/51876/1/2019_art_rbklein.pdf
- Escritores afro-brasileiros:
- Conceição Evaristo – Olhos d’água.
- Itamar Vieira Junior – Torto arado.
- Ana Maria Gonçalves – Um defeito de cor.
- Jeferson Tenório – O avesso da pele.
- Escritores indígenas brasileiros:
- Daniel Munduruku – Meu avô Apolinário: um mergulho no rio da (minha) memória.
- Ailton Krenak – Ideias para adiar o fim do mundo.
- Eliane Potiguara – A cura da terra.
- Olívio Jekupé – O guerreiro Maíra e outras histórias indígenas.
- Graça Graúna – Canto mestizo.
Organização da sala
- Aula 1: Roda de conversa para leitura coletiva.
Sequência didática
Aula 1
- Inicie a aula com uma breve conversa sobre os relatos e as conclusões das aulas anteriores e apresente o conceito de cânones emergentes explicando como essas obras abrem espaço para representações de grupos historicamente marginalizados e silenciados.
- Em seguida, inicie uma conversa com as seguintes questões: “O que vocês poderiam considerar quanto às obras de escritores afro-brasileiros e indígenas? Seriam elas úteis para todos ou somente para essas populações?”; “Qual a importância da divulgação de textos e obras de cânones emergentes?”. Permita que os estudantes explanem suas ideias de forma autônoma e, sempre que necessário, corrija eventuais falas que considere equivocadas.
- Dê continuidade à leitura coletiva de trechos de obras de escritores afrodescendentes e indígenas que exponham suas realidades e histórias. Para essa atividade, organize os estudantes em roda de conversa e proponha que cada texto, trecho ou parte dele seja lido pelos estudantes em sequência. Você pode optar pela leitura coletiva de uma obra completa para análise (nesse caso, é provável que necessite de mais de uma aula) ou de diferentes trechos (alguns sugeridos a seguir).
Sugestões de trechos:
Lembro-me de minha mãe dizendo que as lágrimas que escapavam de seus olhos lavavam as mágoas e as dores que a vida lhe oferecia. Minha mãe chorava baixo, quase escondida, para que ninguém percebesse sua fraqueza. E quando perguntávamos, respondia apenas: são os olhos d’água que herdei de minha mãe. (Olhos d’água, de Conceição Evaristo)
Vi meu pai sangrar as próprias mãos na terra dura. Vi minha mãe recolher a água pouca para matar a sede dos filhos. Crescemos dentro da fome, e o que nos mantinha era a teimosia da vida, que se agarrava às nossas costelas. (Torto arado, de Itamar Vieira Junior)
Fui vendida ainda menina, não entendia a língua dos que me compraram nem as razões que me tiraram da minha terra. O que aprendi cedo foi o peso da corrente nos pés e o gosto amargo da lágrima misturada ao sal do mar. Cresci carregando marcas que não eram só no corpo, mas também na alma. (Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves)
Ser negro neste país é estar sempre à beira de alguma coisa: da violência, da morte, da humilhação. Teu avô dizia que não adiantava andar bem-vestido, falar bonito, ter estudo. Sempre haveria alguém para te lembrar do lugar que acharam que é o teu. (O avesso da pele, de Jeferson Tenório)
Meu avô dizia que cada rio guarda as histórias do povo que nele vive. Quando eu era menino, ele me levava para a beira da água e contava que nossas lembranças não morrem: viram peixes, árvores, ventos. Foi com ele que aprendi que a memória não está só na cabeça, mas corre na terra e no corpo da gente. (Meu avô Apolinário: um mergulho no rio da (minha) memória, de Daniel Munduruku)
Nós nos esquecemos de que fazemos parte da Terra. Passamos a agir como se fôssemos donos dela. Mas, quando uma árvore cai, quando um rio seca, quando a montanha desmorona, é também um pedaço de nós que está desaparecendo. (Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak)
Minha avó me contava que a terra adoece quando esquecemos nossas histórias. Curar a terra é também curar a nossa memória, é lembrar quem somos e de onde viemos. (A cura da terra, de Eliane Potiguara)
O guerreiro Maíra ensinava que não se luta apenas com armas, mas também com palavras. A verdadeira força está em manter viva a tradição, respeitar a floresta e não esquecer os ensinamentos dos mais velhos. (O guerreiro Maíra e outras histórias indígenas, de Olívio Jekupé)
Minha voz é de água e de raiz, é memória que insiste em resistir. Canto porque o silêncio imposto não pode calar a lembrança dos meus ancestrais. (Canto mestizo, de Graça Graúna)
- Após as leituras, proponha uma reflexão final sobre a seguinte afirmação: “A literatura é um espaço de memória, representatividade e valorização da diversidade cultural.”
APLICAÇÕES LITERÁRIAS EM PERÍODO COMPOSTO
Quantidade de aulas: 1
Referência: Entre Saberes Língua Portuguesa 3º ano – Unidade 3 Conexões literárias, Seção 1 (p.144-159), Seção 2 (p.160-172), Seção 3 (p.173-182).
Material necessário
- Textos literários e trechos de obras literárias.
- Material para anotações e desenvolvimento escrito.
- Livro didático.
Preparação
- Selecionar previamente textos ou trechos de obras literárias que retratem a realidade ou vivência de seus escritores ou protagonistas.
- Selecionar textos a partir de sites confiáveis e verificados que apresentem referências a obras literárias.
Sugestão de sites, escritores e obras:
- Dicionários e glossários disponíveis online.
- https://revistas.usp.br/linguaeliteratura/article/download/113970/111816/206696
- https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/51876/1/2019_art_rbklein.pdf
- Escritores africanos de língua portuguesa:
- Mia Couto – Terra sonâmbula.
- José Craveirinha – poesia – Xigubo.
- Paulina Chiziane – Balada de amor ao vento.
- Pepetela (Artur Carlos Pestana) – Mayombe.
- Ondjaki – Os transparentes.
- Orlanda Amarílis – contos – Cais-do-Sodré té Salamansa.
- Conceição Lima – poesia – A dolorosa raiz do Micondó.
- Alda Espírito Santo – É nosso o solo sagrado da Terra.
- Abdulai Silá – Eterna paixão.
- Escritores portugueses:
- Padre Antônio Vieira – Sermão de Santo Antônio aos Peixes.
- Eça de Queiroz – A cidade e as serras.
- Fernando Pessoa – Mensagem.
- José Saramago – Levantado do chão.
- Valter Hugo Mãe – O filho de mil homens.
- Escritores brasileiros:
- Conceição Evaristo – Olhos d’água.
- Itamar Vieira Junior – Torto arado.
- Natalia Timerman – Rachaduras.
- Luís Ruffato – Inferno provisório.
- Milton Hatoum – Relato de um certo Oriente.
- Ariano Suassuna – A pedra do reino.
- Socorro Acioli – Ela tem olhos de céu.
- Julia Lopes de Almeida – Memórias de Marta.
- Ana Maria Gonçalves – Um defeito de cor.
- Jeferson Tenório – O avesso da pele.
- Escritores indígenas brasileiros:
- Daniel Munduruku – Meu avô Apolinário: um mergulho no rio da (minha) memória.
- Ailton Krenak – Ideias para adiar o fim do mundo.
- Eliane Potiguara – A cura da terra.
- Olívio Jekupé – O guerreiro Maíra e outras histórias indígenas.
- Graça Graúna – Canto mestizo.
Organização da sala
- Aula 1: Individualmente para exposição de conceitos e atividade.
Sequência didática
Aula 1
- Inicie a aula apresentando uma breve revisão sobre período composto por coordenação e tipos de orações coordenadas solicitando aos estudantes que façam uma leitura criteriosa das páginas relacionadas no livro (Seção 3 – p.173-182). Oriente-os a realizarem anotações com as características de cada tipo de oração coordenada para facilitar a realização da atividade proposta.
- Em seguida, peça-lhes que revisem suas anotações sobre os textos e trechos disponibilizados e trabalhados nas aulas anteriores e localizem neles os períodos compostos, classificando as orações coordenadas.
Um exemplo de análise possível: “A repetição de orações aditivas reforça a dureza da paisagem seca; a adversativa pode marcar resistência ou contraste na narrativa.”
- Solicite-lhes que registrem as respostas da atividade para que possam ser recolhidas e avaliadas. Após a correção das atividades, retome a aula para corrigir eventuais equívocos.
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