Por mil blusas por dia

Era 25 de março de 1911, quando 129 operárias foram devoradas pelo incêndio deflagrado na Triangle Shirtwaist Factory, em Nova York.

O enorme choque causado pelo mais devastador incêndio em uma fábrica da América do Norte forçou uma mudança de rumo na história, que, no entanto — e é essencial dizer isso —, já vinha se encaminhando, decisivamente e há algum tempo, para o reconhecimento progressivo dos direitos das trabalhadoras. O incêndio da Triangle constituiu a oportunidade de a história dar um passo adiante em direção ao Dia Internacional da Mulher.

R$ 83,50

Informações técnicas

Quem fez

Autores

  • Serena Ballista

    Serena Ballista nasceu em Modena (Itália), em 1985. Escritora de obras que unem literatura, educação e reflexão social, destaca-se por sua contribuição à cultura e ao feminismo contemporâneo italiano. Atuou como conselheira municipal em Bastiglia (2009–2014), com foco em igualdade de oportuni...

  • Sonia Maria Luce Possentini

    Sonia Maria Luce Possentini, premiada ilustradora e pintora italiana, une poesia visual e narrativa sensível em obras que celebram infância, memória e natureza. Em 2018, foi reconhecida como melhor ilustradora com o Prêmio Hans Christian Andersen e nomead...

  • Luciana Baraldi é mestra em Letras (Língua, Literatura e Cultura Italianas) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Atua na área editorial, com produção de livros didáticos e literários, e como professora de italiano.

Descrição

No dia 25 de março de 1911, um trágico incêndio na Triangle Shirtwaist Factory, em Nova York, ceifou a vida de 129 operárias, muitas delas imigrantes italianas. Por mil blusas por dia dá voz a uma testemunha singular e inusitada: uma das blusas shirtwaist fabricadas naquela oficina de costura. É por meio da sua memória têxtil, ilustrada com belíssimas imagens, que revivemos as esperanças e os sonhos das jovens trabalhadoras, retratadas como “cometas ardentes” que se lançaram das janelas do edifício em chamas. 

A narrativa poética e comovente acompanha a coragem de figuras reais, como as ativistas Rose Schneiderman e Rose Rosenfeld Friedman, que lideraram a histórica greve das “vinte mil” operárias, reivindicando não apenas “o pão” (melhores condições de trabalho e salários), mas também “as rosas” (direitos, beleza e dignidade). O livro desfaz o mito de que a origem do 8 de março estaria nesse incêndio, mostrando como a data é fruto de décadas de luta feminista e sindical, da qual a tragédia foi um catalisador trágico, mas não a origem.

Mais do que um relato histórico, essa é uma reflexão atemporal sobre a luta pelos direitos das mulheres, a segurança no trabalho e a resistência contra a exploração. Uma obra essencial que registra a história, homenageia as vítimas do passado e inspira as lutas do presente, lembrando-nos de que a busca por uma sociedade mais justa e equitativa é um caminho que deve continuar a ser percorrido.

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