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A Matemática e as embalagens

Quantidade de aulas: 8

Organização da sequência didática

  • Parte 1 – Geometria das embalagens: formas, volumes e, por que não, sustentabilidade?
  • Parte 2 – Matemática, tecnologia e meio ambiente.
  • Parte 3 – Estatística e probabilidade: quanto tempo uma embalagem permanece no meio ambiente? 

Pergunta norteadora

Como a Matemática pode ajudar a repensar o uso de embalagens?

Temas

Meio ambiente; sustentabilidade; consumo consciente; tecnologia; sólidos geométricos; computação; probabilidade e estatística.

Público-alvo

Estudantes do 3º ano do Ensino Médio.

Objetivos de aprendizagem

●  Coletar e organizar dados sobre o uso de embalagens no cotidiano escolar.
●  Representar os dados coletados por meio de gráficos e diagramas (ramo e folhas, boxplot).
●  Interpretar os impactos do uso excessivo de embalagens no meio ambiente.
● Avaliar alternativas sustentáveis ao uso de embalagens descartáveis.

Objetos do conhecimento

● Análise e interpretação de dados estatísticos.
● Gráficos: diagrama de ramo e folhas, boxplot.
● Sustentabilidade e consumo consciente.
● Computação.

 

BNCC (EM) – Matemática e suas Tecnologias

Competências

1, 2, 4, 5

Habilidades

(EM13MAT101), (EM13MAT307), (EM13MAT310), (EM13MAT405), (EM13MAT504)

PARTE 1

GEOMETRIA DAS EMBALAGENS: FORMAS, VOLUMES E, POR QUE NÃO, SUSTENTABILIDADE?

Quantidade de aulas: 2

Referência: Entre Saberes Matemática – 3º ano; Unidade 2 Sólidos geométricos (p.72-130) 

Material necessário

  • Embalagens vazias (caixas de papelão, latas, garrafas PET, potes de sorvete etc.)
  • Régua
  • Papel e lápis para anotações e cálculos

Preparação

  • Selecionar embalagens diversas com diferentes formatos geométricos (prismas, cilindros, cones, etc.).
  • Retirar rótulos e resíduos das embalagens para garantir segurança e facilidade de manuseio.
  • Organizar as embalagens em mesas ou bancadas para facilitar a visualização e a manipulação pelos grupos de alunos.
  • Preparar as tabelas de registro (volume, área de superfície e relação entre volume e área) para serem preenchidas durante as atividades.

Livros/sites sugeridos

  • Matéria no site gov.br sobre o impacto das embalagens no meio-ambiente.

Organização da sala

  • Organize as carteiras ou mesas em grupos de 3 a 4 alunos, de forma que cada grupo tenha espaço para manusear as embalagens e os materiais de medição.
  • Disponha as amostras de embalagens em uma mesa central ou em cada estação de trabalho para facilitar o acesso.
  • Reserve uma área para discussões coletivas, onde os alunos possam compartilhar suas análises e conclusões com a turma toda.

Sequência Didática

Ponto de Partida

  • Apresente aos estudantes algumas embalagens reais (caixas, garrafas PET, latas) com diferentes proporções e formatos geométricos (cilindros, prismas, etc.).
  • Realize a leitura coletiva do texto “É possível viver sem embalagens?” (p.118-119), destacando os parágrafos três, quatro, cinco e seis, que discutem a evolução das embalagens e a possibilidade de inovações sustentáveis.
  • Durante a exibição das embalagens, oriente os alunos a observar atentamente suas formas geométricas e a pensar em como essas formas facilitam o armazenamento de produtos.
  • Pergunte à turma: “Qual dessas embalagens vocês acham que usa mais material para conter o mesmo volume de produto?”

 

Matemática e… Meio Ambiente!

  • A partir das embalagens apresentadas, retome as fórmulas e os métodos para calcular o volume de diferentes sólidos geométricos. Esse cálculo pode variar conforme as embalagens mobilizadas para a aula (exemplo: para embalagem de um sabonete, verifique p. 90-91-93).
    • Prismas (p.90-91 e 93)
    • Pirâmides (p.104)
    • Tronco de pirâmide (p.109)
    • Cilindros (p.109 e 115)
    • Cones (p.109, 122-123)
  • Explore os exemplos apresentados nas páginas acima para revisar as etapas de cálculo do volume.
  • Retome as embalagens reais para ilustrar como diferentes formatos geométricos podem utilizar mais ou menos material para conter o mesmo volume.
  • Peça aos alunos que observem as formas predominantes e comparem o volume que armazenam e a área de superfície que apresentam.
  • Oriente-os a medir as dimensões reais das embalagens para analisar quais formas geométricas são mais eficientes em termos de uso de material e recursos naturais.
  • Organize os estudantes em grupos e entregue a cada grupo um conjunto de embalagens com diferentes formatos geométricos (prismas, cilindros, cones etc.). 
  • Peça-lhes que calculem o volume dessas embalagens, retomando os exemplos e fórmulas das páginas 90-91, 94, 115 e 130-133. Oriente-os a registrar as dimensões, o volume e as observações sobre eficiência no uso de espaço.
  • Proponha o seguinte desafio: “Qual dessas embalagens apresenta a menor área de superfície para o mesmo volume?”.
  • Retome com os grupos as fórmulas de área superficial localizadas nas páginas: 
    • Prismas (p.87)
    • Pirâmides (p.99 e 108)
    • Cilindros (p.114)
    • Cones (p.121-123)
    • Esferas (p.128)
  • Solicite-lhes que construam uma tabela comparativa entre área superficial e volume, e que interpretem os resultados a partir da eficiência no uso de material.
  • Introduza o Princípio de Cavalieri (p.90-91) por meio de um experimento simples com massinhas ou areia em recipientes de formatos diferentes, mas com a mesma base e altura. 
  • Dirija as seguintes questões: “Esses sólidos têm o mesmo volume?”; “O formato interfere na eficiência do uso de material?”.
  • Sintetize o debate com base nas perguntas: “Como a área superficial se relaciona com a quantidade de material usado?”; “Quais embalagens são mais sustentáveis do ponto de vista matemático?”; “Como decisões de design e cálculo geométrico podem reduzir os resíduos no meio ambiente?”.
  • Oriente cada grupo a apresentar uma proposta de embalagem mais eficiente e sustentável, justificando com base nos cálculos realizados e nos conceitos discutidos. Finalize conectando as propostas à ideia de consumo consciente e responsabilidade ambiental.

Ponto de Chegada

  • Retome as embalagens estudadas na aula para revisar criticamente as conclusões sobre eficiência e impacto ambiental.
  • Analise com os estudantes: “Qual embalagem demonstrou maior eficiência (menor área de superfície para o mesmo volume)? Como isso impacta o consumo de recursos naturais e a geração de resíduos?”.
  • Reflita com os estudantes: “Que sugestões vocês dariam para as indústrias melhorarem as embalagens com foco na redução do uso de material e no menor impacto ambiental?”.
PARTE 2

MATEMÁTICA, TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE

Quantidade de aulas: 4

Referência: Entre Saberes Matemática – 3º ano; Unidade 4 Introdução à computação (p.194-226). 

 

Material necessário

  • Papel e lápis para anotações, cálculos e desenvolvimento de fluxogramas.
  • Computadores ou celulares com acesso a editores de código Python (opcional: Google Colab ou Replit).
  • Imagens ou caixas de embalagens de produtos tecnológicos (celulares, pen drives, HDs etc.).

 

Preparação

  • Selecionar trechos das páginas 195 e 200 para introdução da história da computação e sistemas de numeração.
  • Selecionar e imprimir as atividades de conversão de base (p.198–199) e armazenamento de dados (p.202–204).
  • Preparar exemplos práticos para conversão de unidades de armazenamento e interpretação de bits/bytes.

 

Organização da sala

  • Dispor os alunos em grupos de 3 ou 4.
  • Reservar um espaço com cartazes e amostras de embalagens tecnológicas para exposição e análise crítica.
  • Criar estações com desafios de conversão binária e simulações de algoritmos básicos (fluxogramas).

 

Sequência Didática

Ponto de Partida

  • Aprofunde a análise da relação entre forma, volume e uso de materiais, consolidando a noção de eficiência aplicada a objetos do cotidiano (como as embalagens). 
  • Transfira esse raciocínio geométrico para contextos tecnológicos, reconhecendo que a otimização também é essencial na computação e no armazenamento de dados.
  • Relacione o uso consciente de materiais nas embalagens ao uso responsável de recursos digitais, articulando Matemática, meio ambiente e tecnologia.
  • Estimule os estudantes a trazer exemplos de transformações tecnológicas percebidas por eles.
  • Apresente, caso necessário, as transformações da computação com apoio da p. 196.
  • Contextualize os desafios enfrentados até o surgimento do Eniac a partir da proposta do texto da p. 196.
  • Indague-os sobre transformações tecnológicas percebidas pelos estudantes.
  • Promova um debate sobre como a digitalização transformou a sociedade e o meio ambiente.
  • Explore o exemplo da substituição de papel por armazenamento digital e os impactos do consumo de dispositivos eletrônicos. 
  • Leve embalagens de equipamentos (pen drives, HDs, celulares) e pergunte: “Quais recursos naturais são necessários para produzir e embalar esse dispositivo?”.

 

Matemática, meio ambiente e… tecnologia! 

  • Explore, a partir das páginas 198–199, a importância da base binária para o funcionamento dos processadores e dos computadores. 
  • Relacione esse conteúdo à questão ambiental com perguntas como: “Qual o custo ambiental de armazenar informação?” e “Como a eficiência de um sistema digital pode reduzir o uso de recursos físicos (como papel, energia, espaço físico)?”. 
  • A partir da p.205, introduza o conceito de algoritmo, primeiro em linguagem corrente (ex.: como fazer um sanduíche), depois usando fluxogramas. Para isso explore sobretudo o exemplo da p.206.
  • Proponha a criação de fluxogramas que representem ações do cotidiano escolar ou familiar (ex.: organizar a reciclagem em casa). 
  • Estimule a criação de fluxogramas que simulem a produção ou descarte de embalagens, analisando alternativas mais sustentáveis.
  • Retome os quatro tipos de classificação dos materiais que são comumente reciclados.
  • Introduza, a partir dos textos principais das páginas 213–217, a linguagem Python.
  • Debata calcular o espaço necessário para armazenar um texto com diferentes quantidades de caracteres (p.201–202). 

 

Ponto de chegada

  • Reflita com os estudantes o que aprenderam sobre binário, algoritmos e armazenamento; quais relações encontraram entre tecnologia e meio ambiente; que soluções ou atitudes conscientes poderiam ser adotadas para minimizar o impacto do consumo de equipamentos digitais e suas embalagens. “A automação pode ajudar a reduzir o desperdício e o uso de recursos?”
PARTE 3

ANÁLISE ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE: QUANTO TEMPO UMA EMBALAGEM PODE PERMANECER NO MEIO AMBIENTE?

Referência: Entre Saberes Matemática – 3º ano; Unidade 5 Análise estatística e probabilidade (p.228-268)

Quantidade de aulas: 4

Material necessário

  • Texto impresso ou digital da matéria sobre a indústria de embalagens plásticas flexíveis.
  • Folhas de papel quadriculado e/ou régua milimetrada para construção de gráficos manuais.
  • Calculadoras simples ou científicas (uso de média, mediana, desvio padrão).
  • Computador com editor de planilhas (Excel, Google Sheets) — opcional, caso a atividade seja digital.
  • Cartolinas, marcadores, lápis de cor, régua e esquadros — para produção de cartazes ou infográficos.
  • Quadro branco ou projetor multimídia (para socialização dos resultados).

 

Preparação

  • Selecione e imprima a matéria jornalística da ABIEF com os dados a serem analisados.
  • Organize previamente uma planilha com os principais dados da matéria, caso opte por trabalho digital.
  • Prepare modelos de tabelas e esboços de gráficos (box-plots, ramos e folhas) para exemplificação.
  • Junte materiais de apoio (instrumentos de medição, papel gráfico, textos de apoio) em kits por grupo.
  • Planeje agrupamentos heterogêneos entre os alunos para favorecer o trabalho colaborativo.

 

Livros/sites sugeridos

  • Publicação que apresenta recorte da pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF). 

Organização da sala

  • Disponha as carteiras em formato de grupos colaborativos (3 a 5 alunos por grupo) para facilitar a troca de ideias e o trabalho conjunto com dados e gráficos.
  • Reserve uma mesa central com os materiais necessários: régua, cartolina, textos impressos, instrumentos de medição e consulta.
  • Deixe disponível um espaço (mural, painel, quadro) para a exposição dos trabalhos finais, como gráficos, relatórios e propostas de intervenção.
  • Garanta circulação livre do professor entre os grupos, para apoio técnico e pedagógico durante o processo de construção das representações estatísticas.

 

Sequência Didática

Ponto de partida

  • Aprofunde a compreensão dos impactos ambientais das tecnologias digitais, preparando os estudantes para analisar, por exemplo, quantos equipamentos eletrônicos são descartados por ano e que tipo de embalagem os acompanha.
  • Conecte os conhecimentos sobre algoritmos e armazenamento digital à organização de dados reais, como planilhas com o consumo de plástico por setor industrial ou a quantidade de embalagens recicladas.
  • Amplie a percepção crítica com base em evidências, propondo que os estudantes usem gráficos para responder a perguntas como: “O setor de bebidas consome mais plástico do que o alimentício?” ou “Quais materiais deveriam ser priorizados em políticas de reciclagem?”.
  • Apresente a matéria sobre o desempenho da indústria de embalagens plásticas flexíveis (2024), destacando dados como: produção total, consumo per capita, exportações, uso de reciclados e participação por setor. Clique aqui para acessá-la. 
  • Oriente a leitura do texto, solicitando aos alunos que identifiquem e anotem os principais dados numéricos.
  • Promova uma discussão inicial com a pergunta: “O que esses números revelam sobre hábitos de consumo e seus impactos ambientais?”.
  • Relacione a análise textual aos conteúdos da Unidade 5, retomando as páginas 230, 232, 234 e 250, que abordam leitura e interpretação de dados em textos não matemáticos.
  • Peça aos alunos que organizem os dados extraídos em uma tabela, categorizando-os por tema e valor numérico (produção, exportação etc.).
  • Oriente a construção de diagramas de ramo e folhas, como o modelo apresentado nas páginas 250–251, com foco em dados como:
  • Quantidade de embalagens produzidas ao longo dos anos.
  • Consumo per capita (kg/hab/ano). 
  • Proponha a construção de box-plots para os percentuais de consumo por setor (alimentício, industrial, agropecuário, bebidas, pet food), como os das p. 251–253.
  • Solicite a identificação e análise de medidas estatísticas, com apoio das páginas 233, 234, 244 e 245:
  • Mediana, quartis e amplitude interquartil.
  • Desvio padrão, média e moda (por exemplo, em séries temporais de produção).
  • Outliers, como o setor de pet food.
  • Estimule a reflexão com perguntas como: “Qual setor consome mais embalagens?”; “O consumo está equilibrado entre os setores?”; “Como isso impacta o meio ambiente?”.
  • Oriente a produção de relatórios estatísticos ou infográficos, contendo:
    • Organização dos dados.
    • Representações gráficas.
    • Análise interpretativa com base nas medidas estatísticas.
    • Propostas sustentáveis e de conscientização.
  • Incentive o uso de linguagem estatística argumentativa, como sugerido na Unidade 5, p.234.
  • Organize apresentações ou exposições dos trabalhos, promovendo o diálogo entre turmas e a aplicação social do conhecimento matemático.

Ponto de Chegada

  • Revise com os estudantes os gráficos e as tabelas produzidas, reforçando a capacidade de analisar dados reais e interpretar seus significados ambientais.
  • Compare os setores com base nas medidas de tendência central e dispersão, discutindo quais demonstraram maior impacto ou eficiência.
  • Oriente a formulação de propostas com base nas análises, como estratégias de redução de uso de materiais ou redesenho de embalagens.
  • Finalize com uma reflexão destacando como a estatística permite compreender e agir sobre problemas ambientais, reforçando o papel da Matemática como ferramenta cidadã.



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