Fala Brasil! – Investigando diferentes formas de falar
Tema | Regionalismo |
Componentes | Língua Portuguesa e Geografia |
Ano | 2º ano |
Metodologia(s) Ativa(s) utilizada(s) | Aprendizagem baseada em projetos |
Quantidade de aulas | 6 aulas (sala de aula) |
BNCC (EFAI) | |
Competências |
|
Habilidades | EF02LP10; EF02LP18; EF02LP23; EF02GE02; EF02GE04. |
Etapas
- Evento disparador – 1 aula de 50 minutos.
- Sondagem inicial – 1 aula de 50 minutos.
- Desenvolvimento – 3 aulas de 50 minutos.
- Finalização – 1 aula de 50 minutos.
- Avaliação – Durante toda a atividade.
Referências: Viagem Fundamental – Língua Portuguesa 2, Unidade 6; CHG 2, Unidade 8.
PROPOSTA DE ATIVIDADE
Professora e professor, esta proposta foi fundamentada na Aprendizagem Baseada em Projetos, com uma dinâmica investigativa dividida em etapas.
O objetivo da atividade é promover a compreensão da variação linguística presente nas diferentes regiões do Brasil, evidenciando que as diversas formas de falar estão diretamente relacionadas a aspectos históricos, culturais e geográficos.
A conclusão da atividade consiste na construção coletiva de um “Mapa linguístico do Brasil”, no qual os estudantes irão esquematizar as descobertas feitas durante o processo de aprendizagem.
No decorrer das dinâmicas, os estudantes serão desafiados a investigar equivalências de palavras e expressões utilizadas nas regiões do Brasil, refletindo sobre significados e contextos de uso. Espera-se que eles compreendam que a diversidade linguística faz parte da identidade de um povo.
EVENTO DISPARADOR
Material necessário
- Cartões com palavras regionais;
- Recursos digitais para pesquisa (opcional).
Organização da sala
- Atividade realizada em casa, baseada no formato de sala de aula invertida.
Realização
O início da atividade deve ser realizado em casa, com uma investigação que antecede a aula, possibilitando que o estudante tenha um primeiro contato com a diversidade linguística antes da sistematização coletiva.
Peça aos estudantes que pesquisem algumas palavras na internet, com o auxílio de um adulto responsável. Oriente-os a buscarem palavras ou expressões faladas de forma diferente em outras regiões do Brasil. Peça-lhes também que conversem com familiares, amigos ou pessoas próximas que possam apresentar mais exemplos. Explique-lhes que devem registrar no caderno todas as palavras e expressões regionais que conseguirem, destacando as que têm o mesmo significado.
SONDAGEM INICIAL
Material necessário
- Registros de palavras regionais trazidos pelos estudantes;
- Papéis de registro individual e coletivo.
Organização da sala
- Organizar os estudantes em círculo, em formato de roda de conversa.
Realização
Nesta aula, os estudantes irão compartilhar o resultado de suas pesquisas na roda de conversa. Peça-lhes que apresentem as palavras e expressões com mesmo significado que conseguiram em suas pesquisas e expliquem como descobriram essa variação regional.
No decorrer da dinâmica, incentive a participação de todos, considerando a importância de situações que permitem a criança:
- observar diferentes maneiras de comunicar-se;
- encontrar a melhor maneira de expressar-se;
- observar o outro e respeitá-lo;
- entender a mensagem dita por seus colegas.
Conduza a discussão com perguntas como:
- Por que a mesma coisa pode ter nomes diferentes?
- As palavras serem diferentes significa que elas estão erradas?
- Como uma pessoa fala revela algo sobre de onde ela vem?
Essas perguntas motivadoras são essenciais para desenvolver respeito e compreensão em relação às diferentes formas de expressão e à ideia de que a linguagem está diretamente ligada à cultura.
DESENVOLVIMENTO
Material necessário
- Cartões com palavras regionais;
- Caça palavras com expressões regionais;
- Papéis para registro individual e coletivo;
- Recursos audiovisuais;
- Recursos digitais para pesquisa (opcional).
- Link sugerido para construção de caça-palavras (Puzzle Maker, disponível no site Discovery Education):
- Links sugeridos para vídeos com áudios de falantes:
Organização da sala
- Turma dividida em grupos de até quatro estudantes.
- Organização das carteiras em estações de trabalho, umas de frente para as outras.
Realização
A proposta se divide em três partes, cada uma corresponde a uma fase de realização da atividade, que será concluída com a produção coletiva de um mapa linguístico do Brasil. Embora as partes devam ser realizadas na ordem, cada uma é independente, e o conjunto levará à produção final do mapa. O tempo sugerido para cada parte é de 1 aula de 50 minutos.
Organize a turma em grupos e explique-lhes que atuarão como pesquisadores da linguagem. Acompanhe os grupos, observando a participação dos estudantes e auxiliando-os caso seja necessário. O foco não está apenas em respostas corretas, mas na qualidade do raciocínio que será construído.
Parte 1: Explorando palavras desconhecidas
Distribua a cada grupo um caça-palavras contendo termos regionais previamente selecionados. Determine a quantidade de palavras que devem ser encontradas.
Após localizarem as palavras, os estudantes deverão registrá-las e propor hipóteses sobre seus significados. Incentive-os a refletir, fazendo perguntas como:
- Essa palavra lembra alguma que já conhecemos?
- A que essa palavra pode estar relacionada? (comida, objeto, pessoa etc.)
- Como podemos justificar as hipóteses?
Evite apresentar imediatamente o significado correto, para que os estudantes possam tentar antes. O objetivo é que eles possam desenvolver autonomia investigativa.
Após os registros, promova uma breve discussão para que os grupos comparem suas hipóteses.
Parte 2: Descobrindo equivalências
Entregue a cada grupo cartões com palavras variadas, contendo expressões diferentes, mas com o mesmo significado. Peça-lhes então que os organizem em conjuntos equivalentes.
Os cartões podem incluir variações regionais de alimentos, objetos ou formas de tratamento, como:
- Mandioca, macaxeira, aipim;
- Tangerina, mexerica, bergamota;
- Menino, guri, piá;
- Legal, massa, arretado;
- Farol, semáforo, sinaleira.
Caso haja erros ou discordâncias entre os integrantes do grupo, incentive o diálogo e a escuta ativa.
Essa fase consolida a compreensão de que palavras diferentes podem ter o mesmo significado.
Parte 3: Linguagem, escuta e território
Após a organização das equivalências na fase anterior, os estudantes já terão percebido que palavras diferentes podem ter significados equivalentes. Neste momento, a investigação deve avançar para outro aspecto da variação linguística: a pronúncia e a entonação.
Apresente pequenos trechos de áudios com falantes de diversas regiões utilizando algumas das palavras trabalhadas anteriormente. Os estudantes devem escutar atentamente, sem apoio visual em um primeiro momento.
Para que reflitam, faça algumas perguntas como:
- A palavra é pronunciada da mesma maneira que falamos aqui?
- O ritmo ou a entonação são diferentes?
- O modo de falar nos ajuda a imaginar de onde a pessoa vem?
Após a escuta, promova uma breve conversa coletiva. Incentive os estudantes a comentarem suas percepções e a compararem as hipóteses feitas anteriormente com o que ouviram.
Em seguida, entregue uma ficha de aprofundamento para cada grupo registrar:
- A palavra escutada;
- A possível região do falante;
- Elementos que os levaram a essa conclusão.
Essa etapa amplia a compreensão de que a variação não ocorre apenas no vocabulário, mas também na forma de pronunciar e organizar a fala.
FINALIZAÇÃO
Material necessário
- Papéis para registro individual e coletivo;
- Mapa grande do Brasil (impresso ou feito em cartolina);
- Recursos digitais para pesquisa (opcional).
Organização da sala
- Sala de aula com organização padrão.
Realização
Retome com os estudantes as palavras e expressões encontradas na etapa anterior, organize uma lista registrando-as na lousa.
Em seguida, inicie a construção do mapa, que será feita coletivamente, sob sua orientação e com seus registros.
Pergunte-lhes:
- Em qual região acreditamos que essa palavra é mais utilizada?
- Há possibilidade de ela aparecer em mais alguma região?
- O que nos levou a essas conclusões?
À medida que os estudantes respondem e justificam, registre as palavras no mapa do Brasil, posicionando-as de acordo com a região mencionada.
Nesta etapa, o objetivo principal é transformar descobertas fragmentadas em conhecimento organizado. O mapa não deve ser apenas decorativo, mas resultado da argumentação construída pela turma.
Ao final, convide os estudantes a observar o mapa completo e identificar padrões:
- Algumas palavras aparecem em mais de uma região?
- Há regiões com mais de uma variação registrada?
- O que isso pode indicar? (Uma possível explicação é comentar sobre a formação cultural do país.)
AVALIAÇÃO
A avaliação do projeto deve ser realizada durante o desenvolvimento do trabalho e considerar também o mapa produzido.
Os aspectos avaliados podem ser:
- Organização do espaço de trabalho;
- Aspectos relacionais e qualidade dos diálogos;
- Respeito às opiniões e resolução de conflitos;
- Trabalho em equipe ou individualizado;
- Participação ou exclusão de integrantes do grupo;
- Preparo para a realização das etapas;
- Realização do trabalho dentro dos prazos estabelecidos;
- Participação na elaboração do mapa coletivo.
<Sugestão de ilustração>
Ilustração: CHG 2, Unidade 8, p. 270
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